A moça sentada, segurava uma caixa de pizza Domino´s.
Encostada no poste, bem acomodada,
estava no gramado entre duas avenidas.
Devia ter mil anos, mas era apenas moça
mulata, bonita, de top.
Era bela, era feia,
Era miséria para olhos anestesiados.
Podia estar num piquenique,
Aguardando o namorado.
Podia estar saindo da escola no recreio;
Hora do lanche e ela a descansar no parque.
Mas não era parque, era avenida;
Todos de passagem, passariam;
todos de barriga cheia, saciados;
Ela nem via
Nem ninguém queria ver a tal menina.
Um diário, uma brincadeira sem pretensão, um lugar meu. Um passatempo nos tempos da modernidade. Flores, cores, detalhes, palavras na rede, ao vento. Quero brincar até o final dos meus dias.
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
À MODA ANTIGA, FORNO À LENHA, CHARQUE AO SOL
Minha amiga maravilhosamente louca, inadaptável, sacana das melhores, me inspirou com um post típico dela. Dizia: "em tempos de sexo microondas, banho-maria é luxo."
Não entendi muito bem o microondas até sacar que a metáfora é realmente boa. É mesmo como anda o sexo nestes tempos: esquenta rapidinho e come. Amanhã é outro prato, não é, Silvia Pilz?
Foi quando pensei no amor que eu gostaria de ter e sentir, à moda antiga.
Repondi ao post e agora elaboro:
Te amo como em outros tempos
Fogão à lenha, demorado,
charque ao sol,
cozinhando lentamente,
no tempo que Deus quiser.
Te amo em brasa enquanto a tarde cai
Cachaça das cinco, cigarro de palha, sem químicos nem erudição
Amor interior, de interior,
sem timer nem luz elétrica.
Te amo como antigamente,
com luz de lampião e silêncio de fazenda.
Cresci lá naquele mundão de Deus tão longe daqui. Escrevia-se cartas então! Maravilha. Saudade do meu ipê amarelo.
No post escrevi:
Te amo como nos velhos tempos, fogão à lenha, demorado, charque ao sol, quente no estômago que cozinha dentro e o sangue, este sangue, dependerá do ponto, de tempo sem timer nem luz elétrica. Lampião e som de fazenda lá fora.
Não entendi muito bem o microondas até sacar que a metáfora é realmente boa. É mesmo como anda o sexo nestes tempos: esquenta rapidinho e come. Amanhã é outro prato, não é, Silvia Pilz?
Foi quando pensei no amor que eu gostaria de ter e sentir, à moda antiga.
Repondi ao post e agora elaboro:
Te amo como em outros tempos
Fogão à lenha, demorado,
charque ao sol,
cozinhando lentamente,
no tempo que Deus quiser.
Te amo em brasa enquanto a tarde cai
Cachaça das cinco, cigarro de palha, sem químicos nem erudição
Amor interior, de interior,
sem timer nem luz elétrica.
Te amo como antigamente,
com luz de lampião e silêncio de fazenda.
Cresci lá naquele mundão de Deus tão longe daqui. Escrevia-se cartas então! Maravilha. Saudade do meu ipê amarelo.
No post escrevi:
Te amo como nos velhos tempos, fogão à lenha, demorado, charque ao sol, quente no estômago que cozinha dentro e o sangue, este sangue, dependerá do ponto, de tempo sem timer nem luz elétrica. Lampião e som de fazenda lá fora.
domingo, 16 de março de 2014
Não querer é desejar
I
Sem querer pensar
Vou levando o não pensamento a todo instante.
Não querer é desejar sem parar, sem parar.
Refugo protegida, de mentira.
Avanço no precipício de amar aquele quem,
sem jamais ter tido,
Vou perder.
II
Eu minto.
Minto descaradamente.
Gozo da simulação indiscriminadamente.
Sinto e não digo;
Sou sobrevivente.
Esconder é a única saída e,
guardo tudo tão bem guardado,
tão dentro lá dentro,
que eu, dona do lugar,
já nem consigo achar.
Tudo está onde moram os
contos de minha breve história.
Tão rica e tão pobre;
Tão desimportante e linda; só minha.
Sem querer pensar
Vou levando o não pensamento a todo instante.
Não querer é desejar sem parar, sem parar.
Refugo protegida, de mentira.
Avanço no precipício de amar aquele quem,
sem jamais ter tido,
Vou perder.
II
Eu minto.
Minto descaradamente.
Gozo da simulação indiscriminadamente.
Sinto e não digo;
Sou sobrevivente.
Esconder é a única saída e,
guardo tudo tão bem guardado,
tão dentro lá dentro,
que eu, dona do lugar,
já nem consigo achar.
Tudo está onde moram os
contos de minha breve história.
Tão rica e tão pobre;
Tão desimportante e linda; só minha.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Um vídeo para começar 2012
2011 foi um estranho. Estranhíssimo! Perdemos a Dani. Inacreditável. Todos os dias inacreditáveis. Da morte dela, meu coração conheceu o vazio e depois se encheu de saudade e depois, bem, não há depois. A falta dela é todo dia. Mas 2011 foi também um ano de momento felizes, de encontros lindos, e minha vida recebeu presentes, pessoas que pareciam já estar ali há vidas. Antonia cresceu muito, está cada dia mais linda. Em 14 de setembro, ganhei meu afilhado Rafael, em 9 de agosto, no calçadão da Atlântica, tive um estalo, durante os choros da perda criamos um grupo, e os amigos mais antigos se confirmaram ainda mais amigos. É sobre isso este vídeo que eu mesma fiz.
BRAVO! BRAVO! Audrey Dana & Laurent Couson chantent - Ces amours-là (extrait du film)
On dirait qu'il va faire beau malgré les nuages
Rêvons de pays nouveau partons en voyage
(A vous)
Partir sur votre bateau me parait peu sage
Ca me semble un peu trop tôt je crains naufrage
Alors là, je tombe de haut, petite sauvage
Mon amour est sans écho et c'est bien dommage
(Essayons le refrain)
Ces années-là, c'est vrai
On était un cauchemar
Mais maintenant d'un seul sourire, la vie donne un nouveau départ
Ces amours-là c'était comme un jeu de hasard
On a joué gros on a perdu du temps mais on a gagné l'espoir
Cessez votre numéro et passez au large
Car je suis de ces oiseaux qui détestent les cages
Qui a parlé de l'assaut ou de prise d'otage
Moi je n'ai parlé d'un seul mot celui de mariage
(Mariage)
Allez les musiciens, jouez avec moi allez
Alors là je dis banco je pars sans bagages
Oui
Car je sens qu'il va faire beau malgré les nuages
Ces années-là, c'est vrai
On marqué nos mémoires
Mais maintenant d'un seul sourire, la vie donne un nouveau départ
Ces amours-là c'était comme un jeu de hasard
On a joué gros on a perdu du temps mais on a gagné l'espoir
Que tout le monde chante
La la la la...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Sem Ela
Primavera sem ela
Inverno no frio, sozinha.
Verão sem manga no pé
Outono sem folhas no chão
Que tristeza profunda
E que dor
Que dor sem tamanho
Sem registro
É a Primavera sem ela
No mês dela
Amiga irradiante!
Primavera no frio
Inverno sem tesão
Verão sem praia e calor
Outono sem ela
A vida sem cor
Sem Daniela.
João de Barros, 23 de setembro de 2011
INSIGHT
Essa não sou eu.
Não contenho, sou contida
Nada parece conhecido.
Que lugar é esse que não reflete nada de mim ou em mim?
Tão vulgar e tão vazio...
Tenho que ser o que não sou
Ou mostrar o inverso do que sinto.
Não mostrar, não gritar.
Conter
e conter
e conter.
Não expor o que foi sentido.
E que valor tem um sentimento que não pode ser dito?
Não entendo, desconheço, me canso, me irrito, implodo.
Essa não sou eu
E se alguém gostar assim de mim
Só vai sentir gosto de máscara,
analisada e passear no raso de um jardim geométrico,
chato, estrangeiro.
Essa não sou eu.
E que pena.
Sou tão mais.
João de Barros, 23 de setembro de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Perdas e ganhos em um dia errante
Domingo, dia dos pais.
Flor não substitui pai
Pai Nosso também não
Antonia, com cinco anos,vive entre flores, mãe, babás,festinhas, avós, amiguinhos eum pai que passa de bicicletapara leva-la à praia.
Antonia não diz onde guardoua perda. Se guardou.
Antonia, minha pequena,vida é feita de cada segundo.Vida é feita para escolhermos vidaa cada segundo. Que a sua seja colorida.
Estou aqui, neste seu início,para, tentando não errar, te ajudara escolher as cores dos seus dias.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Sequência sem ciência ou sentido...
Sequência sem ciência ou sentido...
Quem sabe você volta
Quem sabe...
Ainda estou de ouro
roupa nova e
maquiagem
Quem sabe você volta...
volta e meia
muda de ideia
Quem sabe...
Você foi
virou as costas
Fiquei aqui
esperando na janela
Quem sabe
você volta
volta e meia
muda de ideia
Ainda estou na janela....
só o meu corpo
agora só o ouro
à vontade
Quem sabe...
você volta...
volta e meia
vem
muda de ideia...
Ainda estou na janela...
II
Quem sabe você volta
Quem sabe...
Ainda estou de ouro
roupa nova e
maquiagem
Quem sabe você volta...
volta e meia
muda de ideia
Quem sabe...
Você foi
virou as costas
Fiquei aqui
esperando na janela
Quem sabe
você volta
volta e meia
muda de ideia
Ainda estou na janela....
só o meu corpo
agora só o ouro
à vontade
Quem sabe...
você volta...
volta e meia
vem
muda de ideia...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Brincando de fazer música!
Acordei com este sambinha na cabeça... achei bonitinho. Sigo em busca de alguém para ver se dá mesmo samba ou se entrará para o hall das poesias que brotaram em mim.
Sei lá
se você gosta de mim
Você olha
mas não vem
Será que é medo
não pode ser
eu também olho
digo que sim
eu não entendo
você não vem
Sei lá...
se você gosta de mim
Muito cuidado
sem perceber
o tempo passa
e o que podia ser
vira
sei lá
sei lá o quê
não sei não
sei lá...
Sylvia
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Domingo no Parque
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Um dia que me achei bonita...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Com licença Irmãos Cohen...
Nunca fui leitora de Isabel Allende, mas o filme A Casa dos Espíritos (1993) é lindo.
Lá pelas tantas, Meryl Streep aparece para a filha (Winona Ryder) presa num porão da ditadura chilena e diz uma coisinha simples.
Nunca mais me esqueci daquela cena.
Não sei com exatidão as palavras mas a messagem era "O maior milagre da vida é a própria vida".
Foi um sopro no ouvido de uma mãe muito espiritual.
Penso:
Sopro de ar
ar-te
ar-dor
ar-mor
Sopro de mãe
Sopro de vida
Sopre a dor para longe, mas deixe sair
devagar ou
rápido
líquido ou
só suspiro
Deixar sair
reerguer
"O maior milagre da vida é a propria vida", disse Clara.
Com licença, irmãos Cohen. O nome do meu filme é Mulheres fortes também fraquejam...
Lá pelas tantas, Meryl Streep aparece para a filha (Winona Ryder) presa num porão da ditadura chilena e diz uma coisinha simples.
Nunca mais me esqueci daquela cena.
Não sei com exatidão as palavras mas a messagem era "O maior milagre da vida é a própria vida".
Foi um sopro no ouvido de uma mãe muito espiritual.
Penso:
Sopro de ar
ar-te
ar-dor
ar-mor
Sopro de mãe
Sopro de vida
Sopre a dor para longe, mas deixe sair
devagar ou
rápido
líquido ou
só suspiro
Deixar sair
reerguer
"O maior milagre da vida é a propria vida", disse Clara.
Com licença, irmãos Cohen. O nome do meu filme é Mulheres fortes também fraquejam...
| Inês Braconnot |
| Isabel Allende |
| Meryl Streep, a Clara da Casa dos Espíritos |
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)






